O Jardineiro Divino saiu a semear.
De suas mãos luminosas sementes caiam.
Como chuva de ouro cobriam a terra de antemão preparada úmida e fértil.
Na luz de seu amor como fresca brisa germinaram timidamente.
Saíram da terra firmando as raízes.
Preso ao chão como espinha dorsal o caule se ergue abrindo os braços em forma de folhas sustentando a flor.
No centro da corola um rosto se desenhava, estampando ali um rosto humano.
Espantado, atônito vejo ali mil formas coloridas vivas, mil rostos a dizer-me: olhe-me, veja-me.
Mil rostos, mil formas, mil cores, retratavam criaturas que são a mais preciosa criação divina, a raça humana para colorir e dar vida ao planeta, intensamente e belissimamente.
Perfumes suaves, sutis às vezes.
Agora, o sopro divino colocou-lhes a alma incolor, vibrante, altiva, mas criança.
Ele as olhou amorosamente, amando a todas indiscriminadamente.
Vivam, cresçam, sejam eternas como é o meu amor por todos vocês.
Joana Pimentel, por um Espírito Amigo.
